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Meu filho tem alergia ao leite?

Meu filho tem alergia ao leite?

Se depois de ele tomar leite você observar aparecimento de vermelhidão e coceira na pele, vômitos e diarreia, seu filho certamente tem alergia a esse tipo de proteína. O problema pode surgir em adultos, mas tende a dar as caras durante a infância, quase sempre desaparecendo após os quatro anos de idade. Sabia que, sem diagnóstico e devido acompanhamento, os pequenos podem ser afetados no crescimento?

Diagnóstico da alergia ao leite

O médico avaliará o histórico de sintomas, exames de sangue e fará um teste de provocação oral (toma-se um pouco de leite e monitora as reações do organismo). O resultado final demora, mais ou menos, quatro semanas para ser aparecer, considerando-se a gravidade da alergia e a velocidade de aparecimento dos indícios relatados pelos pais.

Se confirmar a alergia, o que devo fazer?

Primeiro: estabelecer uma dieta sem leite e seus derivados, excluindo-se, portanto, alimentos como biscoito (que eles tanto adoram!), bolo e pizza. O pediatra indicará a fórmula láctea mais adequada para a criança, feita de proteínas hidrolisadas (quebradas em moléculas muito menores e, portanto, com baixo potencial de disparar uma reação alérgica) ou aminoácidos (mais quebrados ainda). Os mais comuns são Nan Soy, Aptamil, Alfaré e Pregomin.

O médico poderá também prescrever o uso de suplementos, para evitar a deficiência de vitaminas e minerais.

Você sabia que bebês alimentados apenas com leite materno podem apresentar este tipo de resistência? Acontece devido à alimentação adotada pela mãe, que determina as características do líquido ofertado aos nenéns. Nestes casos, a mulher deve preferir bebidas e alimentos à base de leite de soja, enriquecidos com cálcio.

É importante atentar-se aos sintomas, que são diferentes em casos de alergia (ligados à má digestão, ao sistema respiratório e à pele) e intolerância (apenas relacionados à indigestão).

O que causa?

O fator mais associado é o genético. Filhos de pais alérgicos possuem 75% de chances de desenvolver o distúrbio. No entanto, crianças sem história familiar também podem apresentar alergia à proteína do leite de vaca (APLV).

Outra hipótese que tem sido considerada diz respeito às vacinas e aos antibióticos, que tornam as pessoas menos expostas a infecções, acarretando alterações no sistema de defesa e aumentando as chances de reações anormais. Da mesma forma vale ressaltar que o intestino e o sistema imunológico do bebê ainda está “aprendendo a trabalhar”, digerindo certos nutrientes e defendendo-se contra outros.

Vale saber!

Se a criança é alérgica a leite, não quer dizer, necessariamente, que ela desenvolverá a mesma resistência a outros alimentos alergênicos, como ovos e castanhas.

Não negligencie a leitura de rótulos! Fique atento às substâncias de nomes complicados e que contêm proteína do leite de vaca. Algumas delas são: alfacaseína, betacaseína, caseinato, alfalactoalbumina, betalactoglobulina, alfalactoglobulina, aroma de queijo e lactulose.

É importante ressaltar também que, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), não há comprovação científica de que a dieta da mãe durante a gravidez pode influenciar de alguma forma o desenvolvimento de alguma forma de alergia alimentar.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como pediatra e dermatologista em Cotia!

 

Posted by Dr. Raphael Viana in Todos
Febre em crianças: quando se preocupar?

Febre em crianças: quando se preocupar?

Testa quente, mãos geladas, rosto vermelho, coração e respiração acelerados. Você conhece esses sintomas? Eles são comuns em quadros de febre e, quando acontece em crianças, assusta muitos pais.

É um tema cheio de mitos. Afinal, banho gelado normaliza a temperatura do corpo? Existe intervalo mínimo para medicar? Colocar álcool na água do banho resolve? Neste texto, vou esclarecer questões como essas, que atravessam gerações e estão na ponta da língua, mas nem sempre procedem e causam preocupação desnecessária.

Primeiro ponto. Febre não é uma doença, mas sim um gatilho que denuncia que algo está fora do lugar no organismo. Trata-se de importante mecanismo fisiológico que combate infecções ou inflamações (respiratória, urinária, otites e pneumonia, por exemplo), uma vez que certos vírus e bactérias não sobrevivem a partir de 37º C. Quer dizer que o corpo está defendendo-se contra “invasores” para manter-se em ordem. Quase sempre, desaparece sozinha, sem auxílio de medicamentos.

Você sabia que quase 30% dos atendimentos de emergência e ligações para pediatras são por causa de febre aguda? Uma dúvida muito recorrente entre os pais é sobre o uso de medicamentos (acetaminofeno e ibuprofeno são os mais recomendados). Protocolos orientam que eles devem entrar em cena quando o termômetro indicar valores acima de 37,8º C – o “normal” vai de 36 a 37,2º C.

Meu filho está com febre, devo correr para o médico?

Em algumas situações, principalmente quando o problema ocorre em bebês com idade inferior a três meses, ou em crianças – independentemente da faixa etária – que apresentem sinais associados mais graves, como letargia, vômito, manchas na pele e diarreia. Se durar mais de dois dias, mesmo aparentemente bem, é preciso investigação mais específica.

Dei remédio e meu filho continua quente, socorro!

Tenha calma! Os fármacos atuam para aliviar o desconforto da criança. No entanto, caso o índice não caia depois de três horas, consulte o médico para que ele prescreva novas composições. Em algumas circunstâncias, é possível alternar antitérmicos diferentes a cada três horas.

E se eu usar álcool

Não faça isso! 

Nada de álcool pois há risco de a criança inalar a substância e intoxicar-se. Paralelo a esses cuidados, opte por roupas de algodão, agasalhe bem o corpo e não se esqueça da hidratação – ofereça sucos, água ou leite, em pequenas quantidades e várias vezes no dia.

Existe risco de virar convulsão?

Sim. Acontece quando a temperatura sobe rapidamente – mais comum em crianças de seis meses a seis anos. Os braços e as pernas ficam rígidos e trêmulos, durante dois minutos, mais ou menos. Em geral, não deixa sequelas e requer calma de quem acompanha a criança (deixe-a confortável e com a cabeça um pouco elevada, para facilitar o trabalho respiratório).

Se ultrapassar os dois minutos – raramente acontece e manifesta-se apenas uma vez durante a vida toda –, não hesite em ir para o pronto-socorro.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como pediatra e dermatologista em Cotia!

 

Posted by Dr. Raphael Viana in Todos